O arquiteto sabe rir de sua idade e da própria vida. Algumas de suas frases podem nos fazer sorrir, mas são de uma profundidade sem tamanho. Vejam:
- Vou começar a pensar na morte somente quando estiver velho.
- Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade: o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.
- A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio.
- A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.
- Meu médico me proibiu de tomar vinho todos os dias. Sorte que ele não falou nada sobre Smirnoff Ice.
- Ivete Sangalo me encomendou o primeiro trio elétrico de concreto armado do mundo. O pessoal aqui no escritório já apelidou de ”Sangalão”.
A proposta era fazer o “Sangalão” de madeira para ficar mais leve. Aí eu disse pra Ivete “Quer de madeira? chama um MARCENEIRO!”.
- Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado.
- Na verdade quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. Eu fiz unsprédios e avisei que aquela merda não ia dar certo.
- Sim, ela é aquele avião que não decola NUNCA. Segundo a Nasa, Brasília é inconfundível vista do espaço.
- O frevo foi criado há 104 anos. Ou seja: só tive um ano de sossego desse pessoal pulando de guarda-chuvinha.
- Na minha idade, a melhor coisa de acordar de madrugada para ir ao banheiro é ter acordado.
- Alguns homens melhoram depois dos 40. E eu mesmo só comecei a me sentir mais gato depois dos 90.
- Queria muito encontrar um emprego vitalício. Só pra garantir o futuro, sabe…
- Andei comprando apostilas para Concurso do Banco do Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.
- Foi-se o John Herbert, 81 anos. Essa molecada da área artística se acaba rápido demais.
- Só me arrependo de UMA coisa na vida: de não ter cuidado melhor da minha saúde para poder viver mais.
- São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência: basta fazer o exato contrário do que aconteceu lá.
- Fato: o meu edificio Copan aparece em 50% dos cartões postais de São Paulo. DE NADA.
- Fui convidado para ver o pessoal do Comédia em Pé. Só não vou porque minha artrite não deixa ficar em pé muito tempo.
- Esse humor do Zorra Total já era antigo quando eu era criança.
- Linda, eu não vou a museus. Eu CRIO museus. Quer ir Ver uns museus?
- Sem sono e a fim de sair pro agito. Quem embarca?
- A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de São Paulo há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.
- Se eu projetasse a casa do Big Brother os participantes iriam brigar pra ver quem saía PRIMEIRO.
- A vida é um BBB e eu quero ser o último a sair.
- O melhor coisa que Deus já criou foi a mulher.
- Amo a vida e a vida me ama. Somos um casalzinho insuportável.
- Toda escola superior deveria oferecer aulas de filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida.
- O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que no encontro sinuoso dos nossos rios, nas nuvens do céu, no corpo da mulher preferida. De curva é feito todo o universo. O universo curvo de Einstein.
- A Humanidade precisa de sonhos para suportar a miséria; nem que seja por um instante.
- Desejo ver um mundo melhor, mais fraternal, em que as pessoas não queiram descobrir os defeitos das outras, mas, sim, que tenham prazer de ajudar o outro.
- A miséria existe. E a burguesia brasileira, que é das mais atrasadas, está sentindo isso na pele pela primeira vez. A chance de mudança está aí, nesta situação-limite. E há o inesperado, com o qual devemos contar. Um dia, lá em Paris, Sartre me disse que gostava de ter dinheiro no bolso para dar esmola. O sujeito chegava, Sartre dava um dinheirinho e quase agradecia por isso. Mudei minha opinião sobre a esmola. Como dizia o padre Teillard Chardin, quando ser for melhor que ter, estará tudo resolvido no mundo.
E a frase mais recente, verdadeira e de grande impacto:
“Projetar Brasília para os Políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo, tristemente, que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de Camburão”
(Oscar Niemayer)